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Desospitalização

Projeto Desospitalização - Tendência Mundial

Muita gente acredita que, se porventura vier a adoecer, num hospital receberá um atendimento melhor do que em qualquer outro lugar. Isto acontece porque, na maioria das situações, as pessoas esperam que, com cuidados mais intensivos e com a internação num local com maiores recursos técnicos e tecnológicos, suas chances de recuperação serão maiores e mais rápidas. Entretanto, a maioria da população desconhece o fato de que os hospitais também são locais que oferecem riscos à saúde de qualquer paciente, principalmente aos idosos e crianças.

Embora, em muitos casos, o hospital tradicional ainda seja o lugar mais adequado para o atendimento, hoje, graças ao desenvolvimento de novos medicamentos e aos avanços na medicina, várias doenças podem ser tratadas em casa (ou com um tempo menor de internação nos hospitais).

Essa novidade se chama desospitalização e é uma tendência mundial. No Brasil, ela está ocorrendo em diversos municípios, onde vem sendo adotada em maior escala a cada dia que passa, testando vários modelos de tratamento domiciliar.

O atendimento domiciliar equivale ao prestado pelo hospital, com a vantagem de ser feito no ambiente da pessoa e de ela, aí, receber todo o carinho e as atenções de seus entes mais queridos. Uma pessoa da família é especialmente treinada para prestar o atendimento necessário ao doente, sendo responsável por cuidar dele durante o tratamento. Portanto, essa pessoa recebe orientações que a preparam, por exemplo, a dar banho no paciente, bem como a cuidar dos remédios e dos exercícios físicos prescritos pela equipe de profissionais de saúde. Além disso, o doente continua recebendo os cuidados desta equipe, que irá visitá-lo freqüentemente.

O tratamento domiciliar oferece muitas vantagens tanto aos doentes quanto às famílias e, mesmo, à comunidade. Assim, o paciente, quando está em casa, não corre o risco de contrair uma infecção hospitalar. Além disso, ele fica menos dependente de médicos e enfermeiras, que precisam dar atenção a muitos pacientes por plantão, dedicando pouco tempo a cada um. Em casa, além do maior conforto, o doente receberá um atendimento de mais qualidade. Também serão melhores suas condições psicológicas, o que acelerará o seu processo de recuperação. Quanto aos benefícios para a família, este conjunto de fatores certamente dará a ela maior segurança quanto ao tratamento do parente adoentado, o que, por si só, também auxilia em sua recuperação.

No que diz respeito aos hospitais, com a desospitalização existe uma diminuição da média de permanência dos doentes no ambiente hospitalar e o conseqüente aumento do número de leitos oferecidos à população/clientes (indispensáveis em casos cirúrgicos, quadros clínicos agudos e/ou de maior gravidade). Isto implica redução de custos nas despesas dos hospitais, sem prejuízos para os pacientes, além de permitir maior lucro e melhor performance.

No tratamento domiciliar, os profissionais de saúde que integram a equipe que presta atendimento domiciliar podem até levar alguns recursos do hospital — como cadeira de rodas e colchões especiais — para a casa do doente, além dos medicamentos fornecidos pelas unidades de saúde.

Por tudo isso, o atendimento domiciliar pode ser uma alternativa melhor para a recuperação de uma pessoa do que um período prolongado de internação no hospital.


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